Porta etiqueta de gôndola: medidas, tipos e quando o sob medida resolve
Porta etiqueta é aquele perfil transparente na borda da prateleira que segura o papel com preço e código do produto. Todo mercado, farmácia, pet shop e loja de material de construção usa às centenas, e quase ninguém pensa nele até precisar: ou porque a gôndola veio sem, ou porque o modelo antigo quebrou e a reposição não existe mais, ou porque a prateleira tem uma medida que nenhum catálogo cobre. Este guia explica os tipos, as medidas comuns e o caminho quando o pronto não serve.
Os tipos mais comuns
- Porta etiqueta de encaixe para gôndola: tem um gancho no verso que trava no friso da prateleira de aço. É o padrão de supermercado.
- Porta etiqueta adesivo: fita dupla face no verso, para prateleira de madeira ou vidro sem friso.
- Porta etiqueta magnético: ímã no verso, comum em estante metálica de estoque e logística.
- Régua porta etiqueta dupla face: para ilha de congelados e freezer, pende sobre a borda.
- Porta etiqueta para gancheira: um cartãozinho que encaixa no gancho blister, usado em pegboard.
PVC cristal ou acetato: qual material
Os dois dominam o mercado. O PVC cristal extrusado é o material do perfil contínuo, vendido em barras de 1 metro ou mais, rígido o suficiente para segurar a forma e transparente para ler a etiqueta. O acetato aparece em versões mais finas e flexíveis. Para uso pesado de gôndola, o PVC leva vantagem em rigidez e durabilidade; o acetato ganha onde o perfil precisa dobrar. Na dúvida, olhe o que a sua gôndola já usa: o encaixe do verso importa mais que o material da frente.
Medidas que você precisa conferir antes de comprar
- Altura da aba frontal: 30, 40 ou 100 mm são comuns. Define o tamanho da etiqueta que cabe.
- Comprimento da barra: 1 metro e 1,30 m são os padrões de gôndola.
- Perfil do encaixe: o gancho do verso precisa casar com o friso da sua prateleira. É aqui que a maioria erra.
- Espessura do bolso: etiqueta de papel comum entra em qualquer um; cartão mais grosso pede bolso mais largo.
Porta etiqueta não tem padrão universal. O gancho que trava na gôndola de uma marca escorrega na da outra.
Quando o pronto não existe: o caso do perfil fora de linha
O problema clássico: a loja tem 200 metros de gôndola de um fabricante que fechou ou mudou de linha, e o porta etiqueta de reposição não encaixa mais. Ou a prateleira é de um projeto de marcenaria com friso fora de qualquer padrão. Nesses casos, o caminho é o perfil sob medida: a partir de um pedaço do perfil antigo, mesmo quebrado, ou das medidas do friso, a gente reconstrói a geometria exata do encaixe em 3D. Com o modelo pronto, dá para imprimir a peça em 3D em tiragem curta, validar o encaixe na gôndola real e só depois decidir se vale abrir ferramenta de extrusão para o volume grande.
Para quem fabrica: o perfil também precisa de catálogo
Do outro lado do balcão está a indústria que extrusa esses perfis e sofre com um detalhe: porta etiqueta é transparente, e produto transparente é péssimo de fotografar. O reflexo estoura, a peça some no fundo branco, e o catálogo acaba com foto que não mostra nem o encaixe nem o friso. É um caso em que a renderização 3D de produtos resolve por completo: modelamos o perfil a partir do desenho da matriz e geramos imagens de catálogo com a transparência calculada, macro do gancho, vista do bolso e variação de fundo. Um exemplo real está na própria página do serviço: perfil porta etiqueta de 100 mm em PVC cristal, modelado e renderizado para uma indústria de plásticos de Guarulhos-SP.
Protótipo antes da matriz de extrusão
Abrir matriz de extrusão custa caro, e descobrir depois que o gancho ficou 0,3 mm folgado custa a matriz inteira. A sequência que reduz esse risco: modelo 3D do perfil, protótipo impresso do trecho crítico do encaixe, teste na gôndola real, ajuste no modelo e só então a ferramenta. O mesmo modelo que valida o encaixe gera as imagens do catálogo, então o custo da modelagem se paga duas vezes. Como funciona a modelagem técnica está detalhado no post sobre modelagem 3D industrial.