Maquete de casa, prédio e loteamento: qual tipo pedir e em que escala
Maquete de arquitetura não é uma coisa só. A maquete de casa que o cliente final quer para ver o futuro lar é diferente da maquete de prédio que a incorporadora põe no stand, que é diferente da maquete topográfica que o engenheiro usa para discutir corte e aterro. Cada tipo pede uma escala, um nível de detalhe e um jeito de imprimir. Este guia organiza os tipos para você chegar no orçamento sabendo o que pedir. O processo geral, do arquivo do SketchUp ou Revit até a peça, está no post de maquete impressa em 3D; aqui o foco é escolher o tipo certo.
Maquete de casa: a escala em que o cliente se enxerga dentro
Para residência, a escala clássica é 1:100: uma casa de 12 metros de fachada vira uma peça de 12 cm, e nela aparecem esquadria, varanda, telhado e muro. Quem quer mostrar interiores desce para 1:50, muitas vezes com o telhado removível ou a casa em corte, para o cliente ver a distribuição dos ambientes por cima. Quem pergunta como fazer maquete de casa geralmente está decidindo entre o caminho artesanal, papel, balsa e semanas de trabalho, e o caminho impresso: no impresso, o desenho da casa vira modelo 3D, a gente prepara a malha e a peça sai da máquina com a geometria exata do projeto, pronta para pintar ou já impressa em mais de uma cor.
Maquete de prédio e de condomínio: o produto do stand de vendas
Prédio pede 1:200 ou 1:250: uma torre de 50 metros vira uma peça de 20 a 25 cm, boa de fotografar e de segurar. Condomínio com várias torres entra na mesma escala, impresso em partes, uma peça por torre mais a base com as áreas comuns, e montado com juntas escondidas na divisa dos blocos. Para o stand, o conjunto ganha base com o nome do empreendimento e cores separando vidro, alvenaria e área verde. A vantagem que mais pesa para incorporadora: mudou o projeto, reimprime só a torre alterada; abriu outro ponto de venda, imprime outra cópia do mesmo arquivo.
Maquete topográfica e de loteamento: o terreno como argumento
Maquete topográfica é a mais técnica da família: as curvas de nível do levantamento viram um relevo físico em que platô, talude e drenagem aparecem de verdade. Serve para engenharia discutir movimentação de terra e para o loteador mostrar por que o lote da cota alta custa mais. Maquete de loteamento combina esse relevo com o traçado de ruas e quadras, em 1:500 ou 1:1000, escala em que a gleba inteira cabe na mesa e o foco é a relação entre as partes, não o detalhe de cada lote. Impressa em partes numeradas, a maquete grande viaja desmontada e monta no destino.
Resumo das escalas por tipo de maquete
- Maquete de casa: 1:100 para o conjunto, 1:50 para interiores e cortes.
- Maquete de prédio: 1:200 ou 1:250, torre entre 20 e 30 cm de altura.
- Maquete de condomínio: 1:200 a 1:500, impressa em partes, uma peça por torre.
- Maquete de loteamento: 1:500 ou 1:1000, gleba inteira sobre a base.
- Maquete topográfica: escala definida pelo tamanho do terreno e da mesa; o relevo sai das curvas de nível do levantamento.
- Referência de mesa: a área de impressão é 256 x 256 mm por peça; acima disso, a maquete é dividida e montada.
A escala certa é a que responde a pergunta da reunião: volume geral pede escala pequena, ambiente interno pede escala grande, e nenhuma maquete precisa responder as duas ao mesmo tempo.
As etapas, do arquivo ao modelo montado
- Levantamento: você manda o projeto em SketchUp, Revit, dwg, PDF ou até fotos com medidas pelo WhatsApp.
- Modelagem: a gente prepara ou reconstrói o modelo 3D na escala escolhida; o serviço de modelagem 3D para impressão cobre essa etapa, com entrega digital a partir de R$ 89 para quem quer só o arquivo em STL, 3MF ou OBJ.
- Prévia: antes de imprimir, você aprova uma prévia 3D, então a peça que chega é a que foi combinada.
- Impressão: FDM na Bambu Lab A1, em PLA ou PETG, camada fina para segurar o detalhe de fachada; peça modelada e impressa a partir de R$ 155, com o valor final no orçamento conforme tamanho e partes.
- Entrega: envio para todo o Brasil, com frete a calcular pelo CEP; maquete grande viaja em partes com guia de montagem.
Para quem é cada caminho
Arquiteto e engenheiro chegam com o arquivo pronto e querem velocidade entre a revisão do projeto e a peça na mesa. Incorporadora e imobiliária querem a maquete de condomínio ou de prédio como ferramenta de venda, muitas vezes em mais de uma cópia. E o cliente final, quem está construindo a própria casa, chega com a planta do arquiteto e quer segurar a casa antes da obra começar. Os três caminhos passam pelo mesmo fluxo de orçamento. Se a sua peça é um produto ou um equipamento em vez de uma edificação, o assunto vira protótipo impresso em 3D, que tem conversa própria.